Na Inglaterra em crise banqueiros subiram ao púlpito das igrejas para apregoar as virtudes cristãs do sistema financeiro e o lastro moral da prosperidade dos banqueiros.
Lá a taxa de desemprego anda por volta de 7,8%, a maior dos últimos 14 anos, e a distância entre pobres e ricos é a maior em cinco décadas.
Não obstante isso as bonificações na City deverão aumentar 50% este ano.
John Varley, executivo do Banco Barclays, subiu ao púlpito da Igreja de Saint Martin-in-the-Fields para afirmar que o lucro não tem parte com o diabo e que bonificar as grandes performances dos banqueiros não vai contra os valores cristãos.
Brian Griffith, conselheiro internacional do grupo Goldman Sachs, na Catedral de Saint Paul, doutrinou :
1- Devemos tolerar a desigualdade como uma maneira de assegurar maior prosperidade e oportunidade para todos.
2 - Ao aconselhar que amemos nossos semelhantes como amamos a nós mesmos, Jesus endossou o auto interesse.
Ken Costa, do Lazard Internacional, ao defender a cristandade do lucro ensinou na Igreja de St. Katherine Cree : Nós contribuimos para a sociedade sendo bons no que fazemos.
Poderia resumir o fundamento da ofensiva dos banqueiros ingleses na defesa do lucro financeiro ao dizer : o sucesso santifica a opulência.
Saiba mais no jornal O Estado de São Paulo, edição de 08/11/09
sábado, 28 de novembro de 2009
Implicâncias
O Mauro Chaves, do jornal O Estado de São Paulo, vem de publicar artigo naquele periódico, sob o título Meu rol de implicâncias, no qual relaciona algumas expressões de uso comum na imprensa que o incomodam por considerar que comprometem as boas regras de estilo.
1 - Recorrente. É a palavra mais recorrente do discurso que se pretende inteligente
2 - Marco regulatório. Tem um soar técnico para ouvidos desprovidos. Se é para se referiri a um conjunto de normas que regulam o serviço públçico prestado por empresas privadas porque não dizer simplesmente regulamentação, normas ou apenas regras ?
3 - Bordões. Repetidos à exaustão por apresentadores ou narradores esportivos Daqui a pouco a gente volta, ou Obrigado pelo carinho e pela audiência, parecem a única maneira de se comunicar com ouvintes e telespectadores.
4 - Deu sorte. Antigamente se dizia que alguém teve sorte quando obteve algo bom. Agora costuma dizer-se que alguém deu sorte. Por que deu, quando de fato recebeu ?
5 - Risco de morte. Trocou-se risco de vida por risco de morte. O primeiro significa o perigo que a vida da pessoa está correndo. Risco de morte seria o perigo da morte não ocorrer, isto é do sujeito se tornar imortal ?
Há outros exemplos de implicância estilística do autor que você poderá conhecer na edição de 07/11/09 do já mencionado jornal
1 - Recorrente. É a palavra mais recorrente do discurso que se pretende inteligente
2 - Marco regulatório. Tem um soar técnico para ouvidos desprovidos. Se é para se referiri a um conjunto de normas que regulam o serviço públçico prestado por empresas privadas porque não dizer simplesmente regulamentação, normas ou apenas regras ?
3 - Bordões. Repetidos à exaustão por apresentadores ou narradores esportivos Daqui a pouco a gente volta, ou Obrigado pelo carinho e pela audiência, parecem a única maneira de se comunicar com ouvintes e telespectadores.
4 - Deu sorte. Antigamente se dizia que alguém teve sorte quando obteve algo bom. Agora costuma dizer-se que alguém deu sorte. Por que deu, quando de fato recebeu ?
5 - Risco de morte. Trocou-se risco de vida por risco de morte. O primeiro significa o perigo que a vida da pessoa está correndo. Risco de morte seria o perigo da morte não ocorrer, isto é do sujeito se tornar imortal ?
Há outros exemplos de implicância estilística do autor que você poderá conhecer na edição de 07/11/09 do já mencionado jornal
sexta-feira, 27 de novembro de 2009
A frase do dia II
Só há uma coisa pior do que lutar com aliados: é lutar sem eles.
Winston Churchill
Winston Churchill
A frase do dia
Todo mundo é louco.
Por isso, é que se precisa de religião:
para se desendoidecer, desdoidar...
Guimarães Rosa
Por isso, é que se precisa de religião:
para se desendoidecer, desdoidar...
Guimarães Rosa
Armas
Investigação
34 armas desaparecem de quartel da PM em Caucaia
Polícia Militar confirmou o desaparecimento de 29 revólveres e cinco pistolas durante inspeção anual
Por falar nisso, em que deu o "competente inquérito" que apurou o roubo de armas do Quartel do Comando Geral da Polícia Militar, ocorrido há tempos?
Saiba mais no Diário do Nordeste, edição de 25/11/09.
34 armas desaparecem de quartel da PM em Caucaia
Polícia Militar confirmou o desaparecimento de 29 revólveres e cinco pistolas durante inspeção anual
Por falar nisso, em que deu o "competente inquérito" que apurou o roubo de armas do Quartel do Comando Geral da Polícia Militar, ocorrido há tempos?
Saiba mais no Diário do Nordeste, edição de 25/11/09.
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quarta-feira, 25 de novembro de 2009
Dois pesos
Em entrevista ao jornal O Povo, edição de 25/11/09, o secretário de segurança admite tratamento desigual dado aos protagonistas de um dos episódios que integra a crise da polícia cearense.
Refiro-me ao caso da tortura que teria sido infligida a presos para induzir acusações contra policiais.
O secretário atribui o favorecimento a um dos personagens do caso a uma determinação do governador do Ceará.
Exime-se de culpa e transfere a responsabilidade para seu superior. O qual, por sua vez, nega a existência de crise na polícia, que teima em desconhecer, como se assim a extinguisse.
Recusa a investigação isenta, impessoal, envolve-se diretamente na questão, torna, antecipadamente, suspeito o resultado da apuração.
Refiro-me ao caso da tortura que teria sido infligida a presos para induzir acusações contra policiais.
O secretário atribui o favorecimento a um dos personagens do caso a uma determinação do governador do Ceará.
Exime-se de culpa e transfere a responsabilidade para seu superior. O qual, por sua vez, nega a existência de crise na polícia, que teima em desconhecer, como se assim a extinguisse.
Recusa a investigação isenta, impessoal, envolve-se diretamente na questão, torna, antecipadamente, suspeito o resultado da apuração.
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terça-feira, 24 de novembro de 2009
Transparência
A jornalista Kamila Fernandes, que escreve uma coluna aos domingos no jornal O Povo, comentou nas edições dos dias 15 e 22/11/09, a falta de transparência do atual Governo do Estado.
A blindagem do Governo é garantida pela esmagadora maioria de 43 deputados. Só 3 fazem oposição ao Governo.
A única vez que um pedido de informação foi aprovado, resultou na descoberta do escândalo das viagens milionárias do governador e familiares para o exterior, em jatos executivos pagos pelo Governo.
Mesmo assim, os fatos nunca foram esclarecidos como recomenda a ética pública.
Questões como a compra dirigida e manutenção das luxuosas Hylux, contratos terceirizados, viagens da primeira dama, continuam como segredos de Estado, aos quais nem os deputados têm acesso.
As justificativas do Governo, oferecidas pelo seu líder, dep. Nelson Martins, para sonegar os dados solicitados pela sociedade, na voz dos parlamentares, soa a deboche e desrespeito
A blindagem do Governo é garantida pela esmagadora maioria de 43 deputados. Só 3 fazem oposição ao Governo.
A única vez que um pedido de informação foi aprovado, resultou na descoberta do escândalo das viagens milionárias do governador e familiares para o exterior, em jatos executivos pagos pelo Governo.
Mesmo assim, os fatos nunca foram esclarecidos como recomenda a ética pública.
Questões como a compra dirigida e manutenção das luxuosas Hylux, contratos terceirizados, viagens da primeira dama, continuam como segredos de Estado, aos quais nem os deputados têm acesso.
As justificativas do Governo, oferecidas pelo seu líder, dep. Nelson Martins, para sonegar os dados solicitados pela sociedade, na voz dos parlamentares, soa a deboche e desrespeito
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Pitta
O ex-prefeito de São Paulo, Celso Pitta, faleceu aos 63 anos, de câncer no intestino.
De origem modesta, economista, com pós-graduação na Universidade de Leeds (Inglaterra) e Harvard (EUA), profissional vitorioso, elegante, foi o primeiro negro a assumir posição de grande destaque na vida pública brasileira.
Poderia ter sido o Obama do Brasil.
Terminou nas páginas policiais, devido a problemas familiares e uma má administração, marcada pela corrupção. (FolhaImagem)
De origem modesta, economista, com pós-graduação na Universidade de Leeds (Inglaterra) e Harvard (EUA), profissional vitorioso, elegante, foi o primeiro negro a assumir posição de grande destaque na vida pública brasileira.
Poderia ter sido o Obama do Brasil.
Terminou nas páginas policiais, devido a problemas familiares e uma má administração, marcada pela corrupção. (FolhaImagem)
Ceará
O Ceará está na primeira divisão. Viva!
É hora de comemorar o grande feito, apoiado não só pela quinta torcida do Brasil, mas por todos os amantes do futebol, quaisquer que sejam os times de suas preferências.
Agora é torcer para não fazer feio no meio da elite do futebol brasileiro. (Bela foto: DN/Kiko Silva)
quinta-feira, 19 de novembro de 2009
Pesquisa
Informação vinda de Crateús :
Pesquisa contínua feita no Caldeirão do Massaroca, sito à Rua Moreira da Rocha 797 - Crateús aponta o seguinte resultado: em cada dez votos apurados para o governo do estado 9 vão para Roberto Pessoa e 1 para Cid Gomes.
Massaroca é um político popular naquela cidade conhecido por sua credibilidade e combatividade tendo militado 30 anos no MDB e PMDB sendo hoje presidente do diretório municipal do PSC.
Ele garante do alto de sua tradição que a pesquisa é isenta e feita com critério. Põe-se à disposição para qualquer esclarecimento sobre a forma como realiza a sondagem de opinião.
Pesquisa contínua feita no Caldeirão do Massaroca, sito à Rua Moreira da Rocha 797 - Crateús aponta o seguinte resultado: em cada dez votos apurados para o governo do estado 9 vão para Roberto Pessoa e 1 para Cid Gomes.
Massaroca é um político popular naquela cidade conhecido por sua credibilidade e combatividade tendo militado 30 anos no MDB e PMDB sendo hoje presidente do diretório municipal do PSC.
Ele garante do alto de sua tradição que a pesquisa é isenta e feita com critério. Põe-se à disposição para qualquer esclarecimento sobre a forma como realiza a sondagem de opinião.
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quarta-feira, 18 de novembro de 2009
A frase do dia
O fundo do poço de político tem uma mola. Baixa e sobe.
Adler Girão, ex-prefeito de Morada Nova.
Adler Girão, ex-prefeito de Morada Nova.
Caravana 22 é recebida com festa em Iguatu
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Cidadania
Amanhã a Caravana 22 estará pela manhã em Mombaça. Às 9h30 estarei na Câmara de Vereadores para receber o título de cidadão daquele município o que será para mim motivo de muita alegria.
Quero compartilhar essa satisfação com vocês, leitores e amigos, honraria que valorizo mais por me ser concedida quando estou fora do poder, sem ocupar nenhum cargo público.
De antemão agradeço aos vereadores e ao prefeito municipal a distinção que me será concedida.
Quero compartilhar essa satisfação com vocês, leitores e amigos, honraria que valorizo mais por me ser concedida quando estou fora do poder, sem ocupar nenhum cargo público.
De antemão agradeço aos vereadores e ao prefeito municipal a distinção que me será concedida.
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terça-feira, 17 de novembro de 2009
Imagens da Caravana em Icó
Post retirado do Blog do Fabrício Moreira da Costa, a quem agradeço as imagens.
CARAVANA 22 ESTEVE EM ICÓ. FABRÍCIO MOREIRA FOI PRESTIGIAR.
EX-GOVERNADOR LÚCIO ALCÂNTARA E O DIRETOR-PRESIDENTE DA RÁDIO BRASIL-FM, RADIALISTA RUBENS BRASIL.
LÚCIO ALCÂNTARA E DR. CARLOS JULIÃO.
MÉDICO LEONARDO PINHEIRO E LUIS GUEDES.
PREFEITO ROBERTO PESSOA ABRAÇA FAMÍLIA ROLIM.
DR. LÚCIO E NETINHO VILAROUCA.
PESSOAS DO POVO - PÚBLICO.
ROBERTO PESSOA - DEP. ADAHIL BARRETO E DR. LÚCIO.
RADIALISTA WILSON SILVA (BRASIL-FM) E FABRÍCIO MOREIRA.
DR. AQUINO - GALEGO DA LANCHONETE - DEP. ADAHIL BARRETO -NEGUINHO LEITE (PRES.ASSOCIAÇÃO) - VICENTE CHAGAS MOTA (EX-VEREADOR) E SUPLENTE DE VEREADOR ESTONE FRANÇA.
PESSOAS DO POVO - PÚBLICO.
FABRÍCIO MOREIRA FALA NA SOLENIDADE DO 22.
EX-GOVERNADOR LÚCIO ALCÂNTARA - PREFEITO ROBERTO PESSOA - DEPUTADO ESTADUAL ADAHIL BARRETO - DR. LEONARDO PINHEIRO - EX-PREFEITO DE MORADA NOVA, ADLER GIRÃO - E LIDERANÇAS DO ICÓ.
CARAVANA 22 ESTEVE EM ICÓ. FABRÍCIO MOREIRA FOI PRESTIGIAR.
EX-GOVERNADOR LÚCIO ALCÂNTARA E O DIRETOR-PRESIDENTE DA RÁDIO BRASIL-FM, RADIALISTA RUBENS BRASIL.
LÚCIO ALCÂNTARA E DR. CARLOS JULIÃO.
MÉDICO LEONARDO PINHEIRO E LUIS GUEDES.
PREFEITO ROBERTO PESSOA ABRAÇA FAMÍLIA ROLIM.
DR. LÚCIO E NETINHO VILAROUCA.
PESSOAS DO POVO - PÚBLICO.
ROBERTO PESSOA - DEP. ADAHIL BARRETO E DR. LÚCIO.
RADIALISTA WILSON SILVA (BRASIL-FM) E FABRÍCIO MOREIRA.
DR. AQUINO - GALEGO DA LANCHONETE - DEP. ADAHIL BARRETO -NEGUINHO LEITE (PRES.ASSOCIAÇÃO) - VICENTE CHAGAS MOTA (EX-VEREADOR) E SUPLENTE DE VEREADOR ESTONE FRANÇA.
PESSOAS DO POVO - PÚBLICO.
FABRÍCIO MOREIRA FALA NA SOLENIDADE DO 22.
EX-GOVERNADOR LÚCIO ALCÂNTARA - PREFEITO ROBERTO PESSOA - DEPUTADO ESTADUAL ADAHIL BARRETO - DR. LEONARDO PINHEIRO - EX-PREFEITO DE MORADA NOVA, ADLER GIRÃO - E LIDERANÇAS DO ICÓ.
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segunda-feira, 16 de novembro de 2009
Caravana 22 - Duas vezes mais Ceará
No dia em que comemoramos a Proclamação da República, iniciamos nossa Caravana 22, uma campanha de filiação que objetiva fortalecer a nossa legenda no Ceará.
Trata-se de um projeto nacional do PR. Além de atrair novos filiados a partir da divulgação das nossas propostas, estaremos reunindo subsídios que ajudarão a elaborar e validar as bandeiras de luta do partido.
Após uma visita à Feira de Messejana, seguimos para Pacajus e Horizonte, onde - além da boa recepção dos moradores, encontramos inúmeros amigos.
Agora estamos em Russas, de onde seguiremos para Limoeiro e Tabuleiro do Norte. À noite, chegaremos a Jaguaribe, onde devemos passar a noite.
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sábado, 14 de novembro de 2009
Fisiologismo
Oliveira Lima, diplomata brasileiro, está entre os escritores brasileiros que se debruçaram em estudos comparativos entre o Brasil e os Estados Unidos na busca de explicações para a assimetria de desenvolvimento dos dois grandes paises das américas.
Não fora o pioneirismo de Hipólito José da Costa que empreendeu, um século antes do diplomata pernambucano, viagem de observação a serviço do Conde de Linhares, pela costa leste dos Estados Unidos tendo produzido relatório com observações agrícolas, industriais e botânicas sobre aquele país, poderia ser considerado o fundador dessas comparações de que cuidaram mais tarde, entre outros, Monteiro Lobato e Viana Moog.
Com efeito, Oliveira Lima publicou, datado de Washington em 1899, o livro Nos Estados Unidos - Impressões Políticas e Sociais, que reúne escritos de 1896 a 1899 estampados originalmente na Revista Brasileira e no Jornal do Comércio.
Foi o início de estudos que se sucederam no tempo com o fim de analisar as razões da disparidade de desenvolvimento entre o Brasil e os Estados Unidos de que se ocupariam vários autores.
O Senado Federal vem de reeditar a mencionada obra com proveitosa introdução do diplomata Paulo Roberto de Almeida que prepara de modo conveniente o leitor para melhor aproveitar o texto que se segue.
Retirei do livro trecho que reproduzo por considerar útil à comparação feita com o Brasil quanto a nomeação discricionária pelo executivo de ocupantes de funções no governo por critério de natureza política.
Foi o Presidente Cleveland que segundo o autor "pôs mais da metade dos lugares que o chefe eleito da nação tinha ao seu dispor, na competitive list ou lista dos lugares dados por concurso e cujas nomeações não são de serviços partidários : foram assim subtraidos à ganância dos politiqueiros quase todos os empregos federais abaixo de chief clerk, e muitos nas alfândegas, recebedorias das receitas internas etc".
Até Cleveland, "o presidente contava para distribuição com nada menos de 125.000 cargos somando anualmente mais de U$ 60 milhões de dólares de vencimentos".
Como no Brasil a prática não mudou está aí uma das causas do nosso atraso. É o que permite, em nome da governabilidade, o acordo entre Cristo e Judas, como admitiu Lula, e a apropriação dos trinta dinheiros pelos donatários dos cargos.
Esse é o preço altíssimo a ser pago pela fragmentação partidária que dificulta a constituição das maiorias parlamentares indispensáveis à atuação dos governos
Não fora o pioneirismo de Hipólito José da Costa que empreendeu, um século antes do diplomata pernambucano, viagem de observação a serviço do Conde de Linhares, pela costa leste dos Estados Unidos tendo produzido relatório com observações agrícolas, industriais e botânicas sobre aquele país, poderia ser considerado o fundador dessas comparações de que cuidaram mais tarde, entre outros, Monteiro Lobato e Viana Moog.
Com efeito, Oliveira Lima publicou, datado de Washington em 1899, o livro Nos Estados Unidos - Impressões Políticas e Sociais, que reúne escritos de 1896 a 1899 estampados originalmente na Revista Brasileira e no Jornal do Comércio.
Foi o início de estudos que se sucederam no tempo com o fim de analisar as razões da disparidade de desenvolvimento entre o Brasil e os Estados Unidos de que se ocupariam vários autores.
O Senado Federal vem de reeditar a mencionada obra com proveitosa introdução do diplomata Paulo Roberto de Almeida que prepara de modo conveniente o leitor para melhor aproveitar o texto que se segue.
Retirei do livro trecho que reproduzo por considerar útil à comparação feita com o Brasil quanto a nomeação discricionária pelo executivo de ocupantes de funções no governo por critério de natureza política.
Foi o Presidente Cleveland que segundo o autor "pôs mais da metade dos lugares que o chefe eleito da nação tinha ao seu dispor, na competitive list ou lista dos lugares dados por concurso e cujas nomeações não são de serviços partidários : foram assim subtraidos à ganância dos politiqueiros quase todos os empregos federais abaixo de chief clerk, e muitos nas alfândegas, recebedorias das receitas internas etc".
Até Cleveland, "o presidente contava para distribuição com nada menos de 125.000 cargos somando anualmente mais de U$ 60 milhões de dólares de vencimentos".
Como no Brasil a prática não mudou está aí uma das causas do nosso atraso. É o que permite, em nome da governabilidade, o acordo entre Cristo e Judas, como admitiu Lula, e a apropriação dos trinta dinheiros pelos donatários dos cargos.
Esse é o preço altíssimo a ser pago pela fragmentação partidária que dificulta a constituição das maiorias parlamentares indispensáveis à atuação dos governos
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Acne
O laboratório Roche comunica que está retirando do mercado o medicamento Accutane, um dos mais indicados em casos rebeldes de acne.
Segundo a empresa a decisão teria sido tomada devido a pressões do mercado e pelo custo das ações judiciais, e não pelas preocupações com a segurança do remédio.
A droga oferecia riscos, sobretudo de lesões hepáticas, e exigia cuidados especiais para seu emprego. Conheço alguns adolescentes que só se livraram de acne renitente e grave mediante seu uso. Curavam-se da doença e dos efeitos psicológicos que ela acarretava.
Saiba mais no Estado de S. Paulo, edição de 11/11/09
Segundo a empresa a decisão teria sido tomada devido a pressões do mercado e pelo custo das ações judiciais, e não pelas preocupações com a segurança do remédio.
A droga oferecia riscos, sobretudo de lesões hepáticas, e exigia cuidados especiais para seu emprego. Conheço alguns adolescentes que só se livraram de acne renitente e grave mediante seu uso. Curavam-se da doença e dos efeitos psicológicos que ela acarretava.
Saiba mais no Estado de S. Paulo, edição de 11/11/09
Decolagem
O Brasil decola, diz a The Economist em matéria de capa.
A revista inglesa, uma das publicações mais respeitadas no mundo em assuntos econômicos, traz em edição especial, que contem oito reportagens sobre negócios e finanças no país e mais um editorial, a afirmação de que o Brasil entrou em cena no palco mundial e em algum momento antes de 2014 se converterá na 5ª economia do mundo.
"O Brasil já havia sido democrático antes, havia tido crescimento econômico e baixa inflação, mas nunca essas três coisas ao mesmo tempo", diz um dos textos da edição.
Saiba mais no jornal O Estado de S. Paulo, edição de 13/11/09
A revista inglesa, uma das publicações mais respeitadas no mundo em assuntos econômicos, traz em edição especial, que contem oito reportagens sobre negócios e finanças no país e mais um editorial, a afirmação de que o Brasil entrou em cena no palco mundial e em algum momento antes de 2014 se converterá na 5ª economia do mundo.
"O Brasil já havia sido democrático antes, havia tido crescimento econômico e baixa inflação, mas nunca essas três coisas ao mesmo tempo", diz um dos textos da edição.
Saiba mais no jornal O Estado de S. Paulo, edição de 13/11/09
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